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Depois do sucesso do primeiro EP “Pérsia” (bestseller do site Juno e tocado aos montes nas festas mais tradicionais de disco house do Brasil),foi lançado na última segunda feira, 20/10, o EP Realize the Revelation: segundo release do selo digital Mister Mistery, conta com influências do deep, acid, funky e hip-house, proto-techno, detroit, 80tismos e 90tismos, além de uma pitada de EuroDisco, Synthpop e Electro, tudo com um ar bem Retro. Não há samples de músicas previamente lançadas por ninguém, é um trabalho totalmente original produzido por Rotciv.

A arte da capa foi feita pelo artista Cleber “Kureb”, responsável pela festa NOIZE de Juiz de Fora – MG, cuja próxima edição será neste sábado, 25/10.

E aguardem o próximo release marcado para daqui a duas semanas, “Secrets on Your Mind”, este sim dedicando inteiramente ao italo-disco e suas melodias e vocais marcantes. Um retorno total ao clima dos mid-80s, Não se trata de Re-edit, cover ou remix. Totalmente escrito, arranjado e produzido por Rotciv, desde as batidas e synths aos stabs nostálgicos e lyrics ultra-sentimentais.

Mister Mistery é um novo selo digital de música eletrônica, no qual tendências das pistas do passado e do presente se misturam num caldeirão sonoro.
No projeto, entram referências de estilos dos anos 1970, 80 e 90, como Disco, Electro, New Wave, Breaks, Minimalismo, além dos subgêneros Italo Disco, Acid House, Space Rock e Synth Pop , etc. O resultado é híbrido, atemporal. “O futuro está no passado e no resgate de sonoridades misteriosas esquecidas. É um selo descompromissado, no qual inovar não é uma obrigação e sim uma conseqüência da música”, diz o idealizador.

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Victor A. tem 29 anos, toca desde os 17, e é figura conhecida dos clubes e festas pelo Brasil. Paulistano, mudou-se para Florianópolis há três anos, onde montou seu Home-Studio profissional. É lá que o DJ e produtor cria suas músicas, remixes e re-edits, executadas por DJs como Marcio Vermelho, Luiz Pareto, Marcos Morcerf, Mondino, Pedro Zopelar, Pejota, Hubert, Benjamin Ferreira, Leiloca Pantoja, Johnny Luxo, Paulo Tessuto, Davis, Maltchique,  Ícaro Matias, de Recife, e JotaJota (MG), Bogus (Cwt) , Serge, Morello e Cau Lopez (RJ), dentre muitos outros…

http://www.myspace.com/mistermistery
http://www.myspace.com/rotciv1978

Colaborou: DJ Pedro Zopelar

Se estiver à toa, procurando alguma coisa nova e interessante pra ouvir, passou pelo lugar certo. Logo abaixo, selecionei cinco coisas bacanas pra você procurar e baixar. Depois, é só dizer que valeu a pena. Ou não.

5) Mart’nália – “Madrugada”

Tááááááá, meu bem!!

Tááááááá, meu bem!!

A musa inspiradora do samba lançou recentemente seu mais novo álbum, Madrugada. Mais gatinha que nunca, a filha do Martinho arrasou no álbum, repleto de samba-soul. Este álbum tem, mais do que nunca, a cara de Mart, por fixar-se em seu lado notívago, da carioca malandra que adora praia e curte uma pemba de vez em quando. Diferente do bem sucedido “Menino do Rio”, produzido pela Quitanda de Maria Bethânia, Madrugada saiu pela Biscoito Fino e deixou de fora vários compositores de peso. “Pedi para Marisa Monte, fiquei de ir buscar, não fui. Tinha um CD com músicas inéditas da Adriana Calcanhotto que ela mandou no ano passado. Perdi. Fiquei com vergonha de dizer quando a encontrei. Pedi pro Caetano, ZD (Zélia Duncan) mandou umas letras que eu não consegui pegar”, revela, hilária, como sempre. Mas vale a pena pra quem quer curtir um sambinha sutil e bem humorado. Os destaques estão por conta de “Sem Dizer Adeus”, do Moska, “Alegre Menina”, com participação de Luiza Possi e a incrivelmente divertida “Batendo a Porta”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro. Tudo está no lugar certo.

4-) Ben Folds – “Way To Normal”

Way To Normal

O sétimo álbum de Folds é, talvez, o mais underrated do ano. Recebido friamente pela crítica especializada, Way To Normal é extremamente enérgico, inteligente e repleto de musiquinhas viciantes. Aos 42 anos de idade, Folds prova que é o melhor cantor de “piano-power-pop” que tem por aí, e em muitas vezes lembra Sufjan Stevens (não com a mesma genialidade, mas…). O álbum reserva pelo menos quatro obras-primas: as maravilhosas “Cologne” e “Kylie From Connecticut”, a enérgica e engraçada “Bitch Went Nuts” (The bitch went nuts/She stabbed my basketball/And the speakers to my stereo/She called me ‘cunt’/But nothing prepared me for/what I found when I came home) e a altamente viciante “Brainwashed”.

3-) Annuals – “Such Fun”

Such Fun

Such Fun

Segundo álbum da banda norte-carolinense, Such Fun é indie pop/rock de primeiríssima qualidade, muito rico musicalmente (piano, cordas, metais) e repleto de pops vibrantes, daqueles que te deixam até com um sorrisinho no rosto. Exuberante, melódico, ensolarado, é certamente um dos melhores lançamentos pop de 2008. O som é variado, vai de country (“Down the Mountain”, excelente) a baladinhas (“Springtime”). Such Fun rendeu comparações à The Cure e The Walkmen. Vale a pena conferir.

2-) The Broken West – “Now or Heaven”

Now or Heaven

Now or Heaven

Segundo álbum da banda de L.A. Pop/rock com muita guitarra, composições espertas e bacanas, letras mais ainda. A música carro-chefe do álbum, “Ambuscade”, poderia muito bem figurar em qualquer listinha de “melhores músicas do ano”, simplesmente por ser um synth-pop quase genial. O Broken West soa por vezes retrô, por vezes moderno e criativo, mas nunca enjoado, repetitivo ou pobre, e não merece, nem de longe, os 5.6 que ganhou do Pitchfork.

1-) Castanets – “City of Refuge”

City of Refuge

City of Refuge

Se tudo que listei acima são bandas e pessoas simplesmente “bacanas”, tudo muda por aqui. Não é à toa que City of Refuge, álbum mais novo dos Castanets, figura aqui, no número 1. O vocalista Ray Raposa passou várias semanas no deserto pra gravar o álbum mais obscuro, surreal, solitário e curioso do ano. O resultado é grandioso. Nem as participações de Sufjan Stevens, Jana Hunter, Scott Tuma, Dawn Smithson e Ero Gray parecem tirar o álbum da aura de solidão que Raposa passa. Este é um disco que certamente irá ganhar uma bela resenha quando eu tiver mais tempo, mas fica registrado aqui, por enquanto, que é estranho, triste, mas é também uma magnífica coleção de músicas de uma espécie de freak-western-indie-folk. Ao escutar este disco, você é transportado de tal maneira pra tal “City of Refuge” que me peguei parado, olhando pro nada e ouvindo as músicas diversas vezes seguidas, por longas horas. A música que abre o disco, a instrumental “Celestial Shores”, parece um hino de um país completamente devastado e desolado. Como talvez estivesse a alma de Ray Raposa ao gravar este disco.

O mestre Bob Dylan disponibilizou gratuitamente na rede  seu “novo” álbum, “Tell Tale Signs”, o oitavo da série “The Bootleg Series”. O álbum conta com 27 canções não lançadas, raras e algumas inéditas. Clássicos como “Time Out Of Mind”, “Love And Theft”, “Modern Times” e “Oh Mercy” também estão presentes no álbum duplo. O lançamento foi em grande estilo, no último dia 07: além de CD duplo, os fãs também puderam (e continuarão podendo) escolher uma edição com quatro vinis. Ótimo para os fãs da vitrola.

Você pode escutar o álbum por inteiro direto do site da National Public Radio. Divirta-se.

A pessoa mais cool da música indie atualmente não vem mais ao Brasil este ano. A banda americana The Gossip, liderada pela vocalista Beth Ditto, cancelou as apresentações que faria no TIM Festival no dia 23 de outubro em São Paulo e no dia 25 no Rio de Janeiro. Os músicos afirmaram que houve um “inesperado conflito de agendas” que os obrigou a desmarcar os shows.

A organização do TIM Festival informou que a banda não vai ser substituída na escalação do evento. No palco Novas Raves, só vão se apresentaros britânicos Klaxons e Neon Neon. Quem comprou ingresso para os shows pode receber um ingresso extra para outro show do TIM Festival – exceto os que vão acontecer no Auditório Ibirapuera em São Paulo e as apresentações de jazz no Rio. É só fazer o pedido e um dos pontos de venda.

Outra opção é pedir o dinheiro de volta no ponto de venda onde a entrada foi comprada. Quem comprou pela Internet pode pedir o ressarcimento no site do Ticketmaster. O prazo para a devolução do dinheiro é até o dia do evento, na hora de abertura dos portões.

Beth Ditto, Brace Paine e Hannah Blilie escreveram uma carta para a produção do TIM Festival e se comprometeram a remarcar os shows no Brasil assim que for possível.

A quem interessar possa:

Lamentamos informar que o Gossip precisa cancelar suas apresentações no TIM Festival em outubro no Brasil devido a um inesperado conflito de agenda.

Estamos terrivelmente desapontados que tenhamos que cancelar nossa primeira ida ao Brasil, mas esse cancelamento funciona mais como um adiamento, porque nos comprometemos a remarcar nossos shows em São Paulo e no Rio de Janeiro o mais breve possível.

O Gossip gostaria de estender nossa profunda gratidão a nossos fãs da América do Sul por seu amor e apoio, e prometemos vê-los em 2009!

Com amor,

Beth, Brace e Hannah

Os cariocas vão poder assistir, na próxima terça-feira, à pré-estréia do filme que vai ser lançado como o primeiro DVD ao vivo dos Arctic Monkeys. O longa-metragem foi filmado no Manchester Apollo, na Inglaterra, e vai ser exibido no dia 14 no cinema Odeon, às 21h. Os ingressos vão ser vendidos por R$ 10.

O filme vai ter pré-estréia simultânea em vários países, incluindo Alemanha, Bélgica e Espanha, além da Grã-Bretanha. No dia 29 de outubro, o longa deve chegar a outras cidades do Brasil.

O concerto tem 76 minutos de duração, com 20 faixas do show da banda no Manchester Apollo. A direção do filme é do ator inglês Richard Ayoade, que também é diretor de videoclipes de bandas como como Vampire Weekend e Last Shadow Puppets.

Só pra lembar, segue o setlist do show (e do filme e do DVD).

Artctic Monkeys At The Apollo
Brianstorm
This House Is A Circus
Teddy Picker
I Bet You Look Good On The Dancefloor
Dancing Shoes
From The Ritz To The Rubble
Fake Tales Of San Francisco
When The Sun Goes Down
Nettles
D Is For Danger
Leave Before The Lights Come On
Fluorescent Adolescent
Still Take You Home
Da Frame 2R
Plastic Tramp
505
Do Me A Favour
A Certain Romance
The View From The Afternoon
If You Were There, Beware

Iniciando a carreira de DJ, o mineiro radicado no Rio de Janeiro Pedro Zopelar tem todo o prazer em lançar seu primeiro set, “High Tech, Low Life”, aqui no sub som. Além de compositor, arranjador, multiinstrumentista e produtor (produziu duas demos, “Mine for the Lune” e “Funeral Love”, ambas no Myspace do cara), já tocou com grandes nomes da música instrumental brasileira: Itiberê Zwarg (Hermeto Pascoal), Neném Batera (Toninho Horta), Kiko Continentino (Milton Nascimento), Paulo Sá, Silvio Gomes, Beto Guedes, entre muitos outros. Além disso, já foi metaleiro (de cabelão e tudo), estudou contraponto na faculdade e tem uma formação erudita (altamente perceptível em “Mine for the Lune”).

O set “High Tech, Low Life” tem fortes influências de vertentes antigas da e-music, como ítalo disco, e basicamente vertentes diferentes da disco music, como nu disco, space disco, re-edits, etc. Dá pra perceber um pouco de Alexander Robotnick, Greg Wilson, Burnski e N.O.I.A. A arte fica por conta do cartunista Camilo, editor da revista de humor Jararaca Alegre. Muito bom.

Companheiro de vários nomes da cena underground, Pedro bate ponto no Dama de Ferro, o único club true que restou no RJ. “Pode até fumar!”, costuma dizer. Adora as festas “Polenta” (Dama de ferro), Noize (Juiz de fora), freak-chic (D-edge), Caviar (Vegas) e os djs Serge, Jota, Kureb, Márcio Vermelho, Pejota e Marcos Morcef. É também um exímio discípulo de Estamira e já a visitou em formato invísivel, transparente, diversas vezes.

Você pode baixar o set aqui. E comentar o que achou :)

Não sabe brincar, não desce pro play. A popstar americana Madonna deixou bem claro que não quer dançar com a candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin. De acordo com o site britânico Contactmusic, a cantora disse em um show em Nova Jersey que não queria que a governadora do Alasca fosse às apresentações dela.

“Sarah Palin não pode vir à minha festa. Sarah Palin não pode vir ao meu show. Não é nada pessoal”.

Mas o comentário político ganhou um tom de ataque pessoal quando a artista disse: “Esse é o barulho que o snowmobile do marido de Sarah Palin faz quando não quer ligar” e, em seguida, fez um som agudo, como se estivesse guinchando. Cada um interpreta como quiser…

Com o comentário de Madonna, Palin se junta ao companheiro de chapa, John McCain, no rol de comedores de criancinhas criticados pela artista em sua turnê Sticky And Sweet. Durante as apresentações, imagens do candidato do partido Republicano aparecem em um vídeo que mostra crianças desnutridas e a destruição global.

Será que a cantora vai guardar comentários políticos sagazes para algum de seus cinco shows no Brasil, em dezembro?

* Estamos sabendo que a foto do post não é da Sarah Palin.

Tarcio Fonseca relata a comoção Mallu Magalhães, o experimentalismo de Akin e o simpático Peter, Bjorn & Jonh, além de comentar o sabor da pizza do Teatro da UFPE. As fotos são de Caroline Bittencourt. Você confere a cobertura do 1º dia aqui.

O segundo dia do festival No Ar: Coquetel Molotov não teve a mesma comoção do primeiro, mas isso já era algo esperado. Na escalação do sábado não houve nenhum artista já consagrado em terras brasileiras para atrair um grande público específico. A que chegou mais perto disso foi Mallu Magalhães, que fez com que o Teatro da UFPE recebesse um público de faixa etária abaixo do que o festival normalmente recebe. Dava pra encontrar meninos e meninas de 13 ou 14 anos na frente do palco durante o show da pequena revelação do “folk brasileiro” (?!?).

Como já virou costume, a Sala Cine PE apresentou shows bem legais e novas propostas que fogem do lugar comum da música atual. Numa comparação direta entre os dois espaços do festival, a Sala Cine PE consegue, quase sempre, sair com mais pontos nos quesitos qualidade e criatividade.

Abrindo os shows da noite, com um atraso de quase duas horas do horário marcado, tivemos a Pocilga Deluxe. A banda é o novo projeto de André Balaio, (ex)vocalista do Paulo Francis Vai Pro o Céu, icônico grupo pernambucano que ganhou destaque no Recife (e Brasil) durante os anos 90, chegando até a receber um prêmio no VMB 98. Assim como o Paulo Francis VPC, a Pocilga também segue uma linha irônica e sarcástica nas letras e postura. A banda faz um rock com boas doses de pop e vinho francês barato para pagar de parisiense arrogante. Mas tudo com muito bom humor e segurança na parte musical. Boa banda, bom show.

Após Paris sair de cena, surgem os super-heróis. Zeca Viana & Onomatopéia Bum criaram um clima lúdico casando som e imagem para apresentar seu trabalho. Zeca (que toca bateria na Volver) e as irmãs Sofia e Maíra Egito entraram no palco fantasiados como heróis e recriaram todo o clima mágico da música dos anos 60 tendo Beatles e Arnaldo Baptista como claras influências. Todas as músicas eram, basicamente, composições de teclado e voz envoltas numa aura infantil. As projeções de vídeo com desenhos, mímica e pinturas reforçavam esse lado. É bom destacar que o Zeca tem uma ótima voz, e as irmãs Egito nos backing vocals também cumprem um bom papel. Participou também do show Domingos Sávio, da banda Monodecks, que tocou guitarra e flauta e somou ainda mais a mistura certa que Zeca inventou dessa vez.

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Essa não é uma nova coluna diária do Sub Som. É só uma desculpa para apresntar o Cause Co-Motion!, banda de noise pop com um pezão no punk, baseada em Brooklyn, Nova York. À primeira ouvida, o vocalista Arno soa como o consagrado Joey Ramone e a própria melodia das canções lembra os músicos que estão entre os importantes do punk rock.

O estilo mais pop apresentado pelo Cause Co-Motion!, com guitarras sujas e um som caótico, não é novidade – já foi ressuscitado por bandas como a australiana Jet, por exemplo, em algumas canções gravadas lá pelos idos de 2004.

O quartero americano lançou alguns singles em várias gravadoras e, agora, fez uma compilação de 14 delas, chamada “It’s Time!”. São faixas curtinhas, quase todas com menos de dois minutos de duração. Você pode ouvir duas delas aqui embaixo ou no MySpace da banda.

Ouça “Who’s Gonna Care?”

Ouça “Baby Don’t Do It”

Se você não conhece, deveria: Lykke Li, cantora sueca que teve seu debut esse ano com o disco “Youth Novels”, está arrasando lá fora, aqui dentro e até no Japão. 22 anos, dona da voz mais doce dos últimos tempos, gravou com Bon Iver numa praça em Los Angeles a música “Dance Dance Dance”, presente no álbum da garota.

O Bon Iver, projeto solo do ex-membro do DeYarmond Edison, Justin Vernon (o cara que provou que nem todo mundo com uma acoustic guitar sozinho faz o mesmo som), empresta alguns sussurros e o instrumental pra suequinha soltar a voz e dançar dançar dançar.

O debut do Bon Iver, também deste ano, “For Emma, Forever Ago”, arrebentou na crítica especializada. “This record is so complete, it’s like a skin that has been shed… it is a powerful act of transformation… isolation doesn’t get more splendid than this”, saiu na página 100 da Mojo, na época de seu lançamento, em fevereiro.

Aproveite e assista o vídeo, ficou uma graça:

Em 6 Outubro, será lançado o novo álbum do Oasis, “Dig Out Your Soul”. O novo álbum dos inglesinhos chatos já teve um single lançado, “The Shock of The Lightning”, e sai pela Big Brother Records, selo da própria banda.

Também tem os novos trabalhos do Deerhoof, Sarah McLachlan, ao vivo do Police, Michelle Williams, Los Campesinos!, Kaiser Chiefs, Queen + Paul Rodgers, Sixpence None The Richer (saquinho, né?), AC/DC (mais uma banda anciã retornando, ROCK’N'ROLL), Ludacris, Matisyahu (Shattered, um EP), Ludacris, Bloc Party (o Intimacy já teve seu lançamento online em 21 de Agosto), Deerhunter, Pink e Snow Patrol.

Quanto a mim, espero com ansiedade pelos novos do Of Montréal, Keane (sim, eu gosto) e, pasmem, The Cure!

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Justice @ Circo Voador / Bruno Boghossian

Veja outras fotos do show aqui.

First Aid Kit / Divulgação / Josefin Klåvus

Ok, a expressão “garotas suecas” não viria acompanhada dessa foto nos dicionários da maior parte dos nossos leitores. Mas as duas irmãs “fofas” do First Aid Kit, que moram no subúrbio de Estocolmo, estão fazendo um pequeno sucesso entre os fãs de folk music e twee pop na Internet.

Klara e Johanna Söderberg começaram a chamar a atenção de um número maior de pessoas depois que divulgaram no YouTube uma cover de “Tiger Mountain Peasant Song”, dos americanos do Fleet Foxes. O vídeo, gravado em um bosque, emocionou gente de todo o mundo e tornou conhecidas as vozes doces das duas cantoras. Até o Fleet Foxes gostou da homenagem e disponibilizou a gravação em sua página no MySpace.

As história musical das duas meninas de 15 e 17 anos têm um quê de Mallu Magalhães. Klara e Johanna eram adolescentes normais até que decidiram trocar Britney Spears e Christina Aguilera por Bright Eyes, Leonard Cohen e Bob Dylan. Elas ganharam instrumentos musicais e começaram a compôr. Em abril desse ano, lançaram o EP “Drunken Trees” pela gravadora sueca Rabid Records – a mesma dos conterrâneos do The Knife.

Quatro canções do First Aid Kit – inclusive uma versão gravada em estúdio de “Tiger Mountain Peasant Song” – podem ser ouvidas no MySpace da banda.

Mogwai – The Hawk is Howling
Nota: 3,5 / 5

Pra quem dizia que 2008 estava aquém de 2007 nos lançamentos… mais um álbum pra provar o contrário.

Com The Hawk Is Howling, o Mogwai volta às suas raízes, trabalhando com o produtor Andy Miller pela primeira vez em dez anos. Esse álbum também é o primeiro completamente instrumental da banda em um bom tempo. E é instrumental de excelente qualidade, expansivo e cheio de subjetividades.

Repleto de sutilezas, abre com “I’m Jim Morrison I’m Dead”, que usa cada segundo dos seus sete minutos para climatizar, com uma variação soberba de pianos e teclados, a cabeça do ouvinte para a experiência de uma hora e três minutos que o álbum reserva. Logo em seguida vem a música carro-chefe de todo o álbum: “Batcat”. Todo mundo sabe que o Mogwai sempre flertou com o metal e o experimentou em suas próprias músicas, mas Batcat é um metal impactante, pesado pra c*ralho, que deixa qualquer música do Death Magnetic no chinelo. YEAH!

The Hawk is Howling é tão sonoramente amplo que, por vezes, parece que estamos ouvindo uma daquelas rádios online em que você define o humor e as músicas vêm aleatoriamente, muitas vezes não tendo nada a ver com o que pretendíamos escutar ao definir o humor. “The Sun Smells Too Loud” é um eletrozinho espacial, com texturas ambientes de trip hop, porém muito pop e acessível; e apesar de “Daphne and the Brain” não atingir nenhum extremo, o ritmo majestoso e as guitarras sombrias inspiram dor e melancolia, e a faz figurar entre as melhores músicas do álbum. “Kings Meadow” é ambient puro, e “I Love You I’m Going to Blow Up Your School” muda de ritmo tanto quanto uma pessoa “apaixonada” muda de humor, e termina com um solo de guitarra bem hard rock, uma coisa meio assim…animal.

The Hawk is Howling tem suas músicas mais “poderosas” e é inevitável desejarmos que todas sejam assim. Obviamente, as “músicas de ligação”, menos expressivas, que ligam uma porrada a uma viagem, por exemplo, estão lá, mas com o tempo o álbum se revela como um dos trabalhos mais fortes, expressivos e sutis do Mogwai.

(Por Tarcio Fonseca, do Recife)

Camelo e Hurtmold na UFPE. Fotos: Caroline Bittencourt/G1

Se existe um festival meio difícil de definir, este é o No Ar: Coquetel Molotov. Principalmente o deste ano. Senão vejamos, em sua programação ele aposta em nomes pouco conhecidos da Suécia, coloca no mesmo palco uma banda de brega e, na sequência, um artista dominando sozinho o palco com um violino e pedais de guitarra, e ainda consegue agradar uma geração ligada na MTV e os que curtem rock progressivo e experimentalismos. E o mais legal é ver que a maioria está ali aberta para conhecer coisas novas. Acredito que, de todas as conquistas que Ana Garcia, Tathianna Nunes e Jarmeson de Lima já tiveram com o festival, criar esta mentalidade no público recifense foi o principal.

O festival deste ano conseguiu, pela primeira vez, esgotar seus ingressos antecipadamente. Dois dias antes da data, as entradas para os shows da sexta-feira, que contariam com Marcelo Camelo fechando a noite e estreando sua carreira solo, já não eram mais encontradas em qualquer ponto de venda. Para quem já acompanha o Molotov há quatro anos, foi bem estranho encontrar pessoas no dia do show dispostas a pagar duas ou até três vezes o valor normal do ingresso.

Mas vamos agora aos shows. Abrindo a sexta-feira na sala Cine UFPE, o público pôde conferir o Burro Morto, banda da Paraíba que faz um rock progressivo com percussão e uma aura que logo remete aos anos 70. Até no visual os caras parecem que foram tirados diretamente daquela época. Diferente dos últimos anos, mesmo na primeira apresentação a sala já estava razoavelmente cheia para conferir o ótimo show que os paraibanos fizeram.

Na sequência sobe ao palco A Banda do Joseph Tourton. Abro um parêntese pra dizer que fui uma das pessoas que pediu para que o Coquetel Molotov desse uma chance pros meninos. E quando falo meninos, são meninos mesmo. A banda aparenta ter uma média entre 18 e 20 anos, e parece que trouxe um ônibus lotado de colegas do colégio, cursinho ou do primeiro período da faculdade pra assistir ao show. Olhando ao redor, nunca tinha visto gente tão nova acompanhando o festival. No palco, os caras fazem um post rock bem influenciado por Tortoise, Explosions in the Sky e Hurtmold, só que num estágio ainda verde. A qualidade está lá, só falta agora amadurecê-la, mas eles ainda têm tempo de sobra pra isso.

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Então, esse fim de semana rola Skol Beats em SP, com a aguardada dobradinha Justice+Digitalism, entre outras atrações menos cotadas (algumas bacanas, outras nem tanto) que vão marcar presença no Anhembi. Para nós, cariocas, sobrou o Justice, que toca sexta-feira no Circo Voador, com Mixhell e Twelves. Belo prêmio de consolação, diga-se.

Tinha feito um review rapidinho das principais atrações do festival pra Dynamite, então segue aí o repeteco. E amanhã dia é de fazer a D.A.N.Ç.A.

Justice

Estrela guia da nova cena francesa de eletro e do festival. Seu single arrasa quarteirão “D.A.N.C.E” foi uma das músicas mais tocadas (e remixadas) de 2007, e é de fato uma pérola, com vocais em coro e refrão com falsete, com todas as referências do mundo a Jackson Five. Não é, no entanto, uma one hit band: o primeiro (e único) álbum completo, “Cross”, desce redondinho do começo ao fim. Muitos baixos saturados, muitos sintetizadores sujos, muita quebra de ritmo. Tudo o que define a nova cartilha do eletro pós-Daft Punk está aqui, em sua melhor forma.

Vi o live no Coachella, e é inacreditável de bom. O que no álbum é sujeira se torna uma real porrada ao vivo. Show de eletro pra sair com ouvindo zumbindo. Tocam remixes dos outros e de si mesmos (a hora em que rola “We are your friends”, feita em parceria com o Simian, é de arrepiar), tudo altamente carregado de referências mezzo irônicas ao Heavy Metal (na Califórnia, ornaram o palco com dois paredões de amplificadores Marshall e uma gigantesca cruz luminosa). Desde já, um dos shows mais aguardados do ano.

www.myspace.com/etjusticepourtous

Digitalism

Junto com o Justice, o Simian Mobile Disco (que veio no Skol do ano passado) e o MSTRKRFT (que era pra vir mas cancelou em cima) foi responsável pela nova bombada do eletro em 2006/2007. A verdade é que, dos quatro, o Digitalism foi o que lançou o disco mais fraquinho. O que não quer dizer que seja ruim: pelo contrário, “Idealism” é pra lá de bacana, e radicaliza ainda mais na proposta diversificante do Justice, indo do indie ao pop, passando pela eletrônica pura e simples. E tem “Pogo”, uma das melhores músicas do ano passado, tudo o que o New Order faria se tivesse surgido em 2007.

Fazem ainda alguns dos remixes mais legais da atualidade, que podem ir de Cure a Depeche Mode ou até White Stripes.

Estavam marcados para tocar no Brasil no ano passado, mas terminaram cancelando em cima da hora, alegando os famigerados “motivos pessoais”. Feio, muito feio. Agora é ver se vai xoxar ao vivo, ou se fez valer a espera.

www.myspace.com/digitalism

Pendulum

Apareceram, em 2005, como um grupo de drum and bass para as massas, em uma época em que as massas pareciam ter esquecido o que era drum and bass. Lembraram logo: o álbum, “Hold Yor Colour”, logo se tornou uma das maiores vendagens da história do estilo, e a bem da verdade, tem algumas coisas mesmo legais. Têm ao menos uma música bem conhecida fora das quatro linhas do DB, “Vault”.

Ainda não escutei o disco novo, “In Silico”, na íntegra, mas as coisas que cheguei a ouvir iam por um caminho bem mais convencional, pop até, o que não é necessariamente ruim.

Dá pra dizer que o Pendulum é um dos maiores nomes do drum and bass da atualidade, e sua vinda ao Brasil já é aguardada há algum tempo. E, assim como o próprio estilo, cresce muito quando ouvido na pista. Promessa de showzão.

www.myspace.com/officialpendulum

Dubfire

Mais conhecido como a metade persa do duo de prog house Deep Dish (a outra é o americano Shazam) Dubfire vem ao Brasil em sua carreira solo, mais underground que o projeto principal, e na qual flerta com alguns estilos em voga atualmente, notadamente o minimal.

Nunca fui grande fã do Deep Dish (um dos projetos de eletrônica mais bem $ucedidos dos últimos tempos), e a possibilidade de ver Dubfire solo também não me anima, apesar de o cara vir trabalhando com alguns nomes de respeito, do naipe de UNKLE e Booka Shade. Enfim, tem quem goste.

www.myspace.com/djdubfire

Já foi lançado o novo álbum do TV On The Radio: Dear Science. Ainda não escutei, mas só pode ser bacana – pelo menos é isso que o primeiro single, Golden Age, indica. Por enquanto, se você não tiver paciência de esperar por alguma coisa vinda aqui do sub som, pode visitar o Myspace dos caras e o canal  do YouTube. Vou deixar a resenha dessa obra que promete pro Guilherme, fã número 1 do TVOTR. Ah, e aproveite para ler também a resenha que Chris Dalen fez para o Pitchfork. 9.2 é pra poucos no site dos críticos mais pseudo-iconoclastas da web :)

Nerds do mundo, celebrai. O Weezer anunciou hoje que já se prepara para as gravações do sucessor do mediano “Red Album”, que devem começar em novembro.

O novo álbum deve ser produzido por Garret Lee, que trabalhou com a banda em algumas faixas de seu último disco.

Segundo declarou o baterista Pat Wilson ao “New Musical Express”, o novo disco será gravado na Califórnia, e a banda já começou a enviar algumas idéias de músicas para Lee.

Segundo ele, a banda deve repetir a dinâmica do último álbum, com todos os integrantes contribuindo com composições e vocais.

“É um jeito saudável de manter as coisas frescas depois de 15 anos juntos”, disse ele, revelando ainda que o novo trabalho pode novamente ser intitulado com uma cor.

“O título do novo álbum pode novamente ser uma cor. Se dependesse só de mim, nós só usaríamos cores daqui para frente, assim não teríamos que pensar em títulos. Nós pensamos em centenas de títulos para o ‘Red Album’, mas nenhum agradou, até que nós finalmente desistimos e dissemos ‘ok, vamos escolher uma cor”.

Chegando no Brasil dia 07 de Novembro, o novo filme do 007, Quantum of Solace, teve seu trailer oficial lançado. E é demais. Aliás, Daniel Craig no papel de Bond é demais. Casino Royale foi sem dúvida um dos melhores Bonds de todos os tempos. Sim, melhor que muitos estrelados por Sean Connery. Melhor que todos estrelados por Pierce Brosnan. E Quantum of Solace promete:

“I think someone wants to kill you. BANG”

A trilha bondiana ficou, dessa vez, por conta de Jack White & Alicia Keys, combinação, no mínimo, inusitada, mas que tem, sim, traços de uma verdadeira “trilha de 007″. Talvez eu esteja forçando a barra… mas tire suas próprias conclusões, em primeiríssima mão. (Não é vírus, relaxa).

O resultado não é de todo ruim. O início, pelo menos, tem muito de White Stripes. Claro que, se a trilha ficasse por conta da diva trash Amy Winehouse, como diziam os boatos, as coisas provavelmente seriam melhores. Alicia Keys está muito longe de ter o cacife de Chris Cornell (Casino Royale), Tina Turner (Goldeneye) ou Sheryl Crow (Tomorrow Never Dies, talvez a melhor de todas). Mas nada pode ser pior que o clipe pra lá de cafona de Die Another Day, uma das piores músicas do século, da diva pop, atriz e escritora Madonna.

Além de diva, sou escritora e pseudo-bond-girl, meu bem! HAAAAAA!

A Wired publicou um artigo legal sobre o show da banda em cuja cabeça o Brasil acaba de cagar sobre.

 

 

Abro aspas para o quinto parágrafo: “For the band’s current Lights in the Sky Tour,  Reznor has not only raised the bar for what’s possible in an arena tour, but has also produced what could arguably be one of the most technologically ambitious rock productions ever conceived“.

Pois é. A Venezuela vai ver.

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