Novas sobre o novo do Franz Ferdinand. Segundo o vocalista Alex Kapranos, o terceiro álbum da banda (cujo lançamento, como postado aqui no Subsom, está previsto para janeiro de 2009) será mais “selvagem” e terá direcionamento próximo ao da disco music.
“O álbum tem uma batida mais próxima à da disco music. A música não é necessariamente disco, mas é próxima àquele ritmo, e faz as pessoas se moverem de um jeito parecido”, disse Kapranos à rede britânica BBC.
As gravações para o novo disco, que ainda não tem título definido, já estão em andamento no estúdio da banda, em Glasgow, e ficaram a cargo do produtor Dan Carey (Hot Chip, CSS).
“Temos feito muitas experimentações em estúdio com ele e tem sido fantástico. Dan fez com que gravássemos o disco de uma maneira muito mais selvagem do que estávamos acostumados”, disse Kapranos.
A julgar pelo que a banda vem mostrando nos últimos tempos, em pequenos shows e participações em festivais na Europa, as músicas novas parecem mesmo enveredar por um caminho mais dançante; não sei se necessariamente mais próximas à disco (ritmo cuja presença já era marcante em alguns elementos do som do grupo, em especial nos baixos, cheios e pouco variados), mas certamente com uma presença mais forte de sintetizadores, como disse o Bruno. Um pouco à moda do próprio Hot Chip.
Sobre isso, e a despeito de informações divulgadas recentemente pela imprensa inglesa, que davam a entender que a banda poderia aderir ao afro-beat, som da moda de novas bandas como o Vampire Weekend, Kapranos afirmou que tudo não passa mesmo de boato, e que o disco novo não deve fugir muito ao mais do mesmo da banda.
“De uma hora para outra, todos começaram a pensar que estávamos fazendo um álbum de afro-beat. Mas na verdade, nós não estamos. Acho que somos incapazes disso. No final das contas, sempre vai soar como um álbum do Franz Ferdinand.”
Você pode até achar que o Franz Ferdinand não é a salvação do rock (como eu certamente não acho). Mas que esse Alex Kapranos é um cara simpático, e que parece estar a anos luz de distancia da arrogância de alguns artistas britânicos, isso lá é bem verdade. E ouvindo músicas como essa “Katherine, Kiss Me”, fica a certeza de que o cara também é sincero: sempre vai soar como Franz Ferdinand.
