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OUVIMOS: Cansei de Ser Sexy – “Donkey”

Posted in música by Felipe Leal on 7 julho, 2008

O Subsom teve acesso ao novo disco da originalmente paulista e mais cosmopolita do que nunca Cansei de Ser Sexy. Com o inusitado nome de “Donkey” (burro em português), o disco tem 11 faixas e parece ser bem melhor que o primeiro trabalho da banda, “CSS”, de 2005. Foi com ele que o grupo ganhou projeção, hype internacional e hoje é headliner de grandes festivais em países como Espanha e Inglaterra.

Durante a semana, vários blogs e sites internacionais divulgaram que o CD havia vazado, mas o material não passava de gravações com os 30 primeiros segundos de cada faixa, em loops. Os apressados acabaram se frustrando.

Pois bem, o album verdadeiro saiu e a banda, que tinha um nome engraçadinho, com uma vocalista simpática e letras inusitadas, cresceu. A escolha pela Subpop já mostrava as pretenções das meninas e de Adriano Cintra, baterista, produtor do novo album e cérebro do grupo. A mão de Spike Stente, responsável por trabalhos de Massive Attack, Madonna, Gwen Stefani e Björk, também é visível.

O disco está com um acabamento profissional. E que em nada lembra o antigo, da Trama, selo que apostou e deu espaço para o Cansei. Em uma conversa que tive com João Marcelo Bôscoli, presidente da Trama, há dois anos atrás, ele comemorava, com entusiasmo, o sucesso ascendente do grupo. Fato é que sem ele, o grupo provavelmente não teria chegado tão longe.

Com uma horda de fãs que só faz crescer, o Cansei de Ser Sexy logrou superar a maldição do segundo disco e apresentar algo diferente até mesmo para os padrões internacionais. Reciclaram o Stereototal e ganharam com o carisma do grupo e principalmente da vocalista Lovefoxxx, que até capa da revista Vogue já conseguiu ser. A amplitude do projeto ficou tão grande que conseguir uma entrevista se torna uma verdadeira batalha de e-mails e telefonemas. A agenda de shows, que está lotada e olha cada vez menos para o Brasil, ficou a cargo da mesma equipe de management do Bloc Party.

Bem melhor que o primeiro trabalho do grupo, “Donkey” é, definitivamente, muito mais baixo e guitarra que “CSS”. Tem faixas ótimas, como “Jager Yoga”, que conserva uma linha de baixo pesada, muito empolgante e animada, como se vê em “Let’s Make Love And Listen To Death From Above”, por exemplo. Já “Rat Is Dead” (ouça!), se tornou o carro-chefe do CD, depois da banda ter divulgado o videoclipe no Youtube.

A levada é bastante energética, meio oldschool, também em “Let’s Reaggae All Night”, com sintetizadores e uma aura mais do que kitsch. Já as guitarras de “Give Up” – eu não estou louco – lembram Strokes (e a bateria com o contratempo aberto?!). “Left Behind”, “Move” e “How I Became Paranoid” abusam dos sintetizadores e, principalmente nessa última, a mixagem deixou a voz de Lovefoxxx limpinha, até meio doce. Muitos fãs reclamaram, queriam a coisa mais suja e “do it yourself” (leia-se ruim) do primeiro album.

Apesar de decair um pouco em “Move” e “Believe Archieve”, o disco melhora em “I Fly” e principalmente em “Air Painter”, entre as melhores do disco. Aqui, novamente, Lovefoxxx parece outra pessoa, deixou de ser menininha, e até os corinhos estão menos afetados. Por sinal, porque insistir tanto nos sintetizadores se elas (leia-se Adriano Cintra) sabem fazer um som mais do que empolgante com as cordas?

O lançamento internacional pelo selo Sub Pop/Warner – o CSS é a primeira banda sulamericana a firmar contrato com a Sub Pop – está marcado para o próximo dia 21. Aos mais desesperados, a gravadora já vende o disco antecipadamente por US$ 12.

Confira as faixas:

01. Jager Yoga
02. Rat Is Dead (Rage)
03. Reggae All Night
04. Give Up
05. Left Behind
06. Beautiful Song
07. How I Became Paranoid
08. Move
09. I Fly
10. Believe Achieve
11. Air Painter

Cansei de Ser Sexy – “Donkey”
Nota: 3 / 5

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Uma resposta

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  1. […] a guitarrista e baterista Luiza Sá contou os detalhes da gravação do segundo álbum da banda, “Donkey”, falou um pouco da trajetória do CSS e aproveitou para dizer que Johnny Lydon, ex-vocalista do […]


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