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Posted in música, videoclipe by Bruno Boghossian on 17 setembro, 2010

A popularização do mashup em meados dos anos 2000 pode ter ofuscado o remix e ter deixado de lado quem usava sample de um ou dois hits para compor faixas inéditas, mas os artistas do copia-e-cola ainda mostram que podem ser muito criativos e que têm música boa pra oferecer.

Descobri outro dia essa dupla batizada de Chiddy Bang – dois caras de 19 anos da Filadélfia que resolveram fazer um pouco de hip hop misturado com aqueles chicletes do eletropop que você não aguenta mais escutar em festa nenhuma. Acredite: eles conseguiram ressuscitar essas faixas e criaram um som bem divertido.

Chiddy Bang – ‘Truth’ (sample de ‘Better things’ – Passion Pit)

Chiddy Bang – ‘The opposite of adults’ (sample de ‘Kids’ – MGMT)

A primeira faixa tem um clipe sensacional e abusa dos tons eletrônicos para dar uma cor nova à grudenta ‘Better thing’, do Passion Pit. A segunda também tem um clipe bom de se ver e um rap nada hermético, que você até pode apresentar pros seus pais, se quiser.

Aproveita. E pra ler mais algumas barbaridades infundadas sobre o tema e ouvir um pouco de música boa, clica aqui embaixo.

Exagerando um pouco, dá pra dizer que a explosão do mashup foi uma grande revolução para a mixagem na última década e um dos grandes trunfos da música pop desse período. Músicos como o americano Greg Michael Gillis (vulgo Girl Talk) faziam montagens com uma velocidade assustadora, juntando 23 canções em uma faixa de menos de 4 minutos e mostrando que era possível fazer música nova com hits batidos.

Exagerando mais: a popularidade desse estilo de criação pode ter quase enterrado o remix, deixando-o restrito a um nicho que só é sustentado por fãs de música eletrônica. Com os ases que conseguiam metralhar 300 canções por minuto nos seus ouvidos, o artista que arriscava um sampling vez ou outra, juntando uma ou duas canções a uns versos novos, ficou esquecido.

Não que os últimos 10 anos não tenham ouvido remixes sensacionais e hits que só grudaram na cabeça das pessoas por causa dos samples que tinham. É só lembrar de “Stronger”, do rapper americano Kanye West, que se transformou em uma das faixas mais importantes dos últimos tempos graças a um sample vocal de “Harder, Better, Faster, Stronger”, do duo francês Daft Punk.

Tanto o sampling e o remix quanto o mashup vão sobreviver por muito tempo, enquanto houver gente boa e absolutamente perfeccionista que saiba contar batidas e analisar cada tom. Esse último estilo ainda tem um nariz de dianteira ao permitir que você ouça, na mesma faixa, Ace of Base, Cat Stevens, 50 Cent e Fergie, como arrisca o Girl Talk.

Você também pode ouvir as bizarrices geniais que saem das mentes de gente como o João Brasil, que já criou um disco inteiro remixando the xx com uns proibidões cariocas, e curte misturar Radiohead a um funk deprimente de ruim. Vira coisa boa, mas não vá mostrar pros seus pais.

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