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Coachella: shows e egos a 38 graus

Posted in festival by Bruno Boghossian on 20 maio, 2011

Bruno Boghossian – O Estado de S. Paulo [publicado em 19 de abril]

INDIO – A onda de balões gigantes que despencaram do palco principal do Coachella Valley Music and Arts Festival, no fim da noite de sábado, 16, é a tradução certeira do simbolismo dos três dias de música para centenas de artistas e milhares fãs que migram todos os anos para o deserto da Califórnia. As centenas de bolas coloridas por luzes LED criaram uma atmosfera quase onírica nos últimos minutos da apresentação do Arcade Fire, quando os canadenses puxaram o coro que abre Wake Up, canção de seu primeiro álbum.

Com mais de 180 bandas em três dias de shows, a 12ª edição do evento manteve a tradição de consagrar artistas emergentes, celebrar retornos e apresentar bandas desconhecidas para o público de 75 mil pessoas que vagava pela grama seca, sob um calor de 38 graus. Este ano, o gigantesco palco principal recebeu multidões que queriam ver a primeira apresentação dos Strokes em um grande festival depois do lançamento de seu polêmico quarto álbum, o som caipira dos novatos do Mumford & Sons e a egotrip do rapper pop Kanye West.

O destaque, no entanto, ficou mesmo com a performance memorável do Arcade Fire, no sábado. Transbordando prestígio, surfando na conquista do prêmio Grammy de melhor álbum e com o status de atração principal da noite, a banda arrastou um dos maiores públicos do festival para o Coachella Stage, decorado com letreiros de cinema e um telão que exibia filmetes relacionados ao último disco da banda, The Suburbs. Com um sorriso bobo no rosto, o vocalista Win Butler parecia não acreditar na multidão que se espalhava diante dele, iluminada pela lua cheia.

“Se vocês tivessem falado, em 2002, que um dia nós seríamos uma das atrações principais do Coachella, eu teria dito que vocês estavam brincando”, confidenciou o líder da banda, logo no início da apresentação.

Sem medo de arriscar, o grupo mostrou versões explosivas de Rebellion (Lies), Power Out e Tunnels, do disco de estreia da banda, além de Ready to Start e We Used to Wait, do álbum mais recente. Depois da chuva de balões gigantes, já no bis, a banda encerrou o show de 1h30 com Sprawl II, cantado por Régine Chassagne.

No domingo, os Strokes mostraram que conseguiram manter o DNA roqueiro, com seus tradicionais vocais abafados e as melodias alegres desenhadas por suas guitarras. A atmosfera eletrônica predominante no último disco da banda, Angles, apareceu pouco no show do Coachella, que teve a óbvia presença de hits mais antigos, como Last Nite, Someday e Reptilia.

A banda provou estar confortável para apresentar um som mais improvisado, a ponto de o vocalista Julian Casablancas entrar propositalmente atrasado em alguns versos, alongar algumas notas e até permitir um certo desafino – características que não eram vistas nas apresentações quase assépticas feitas na passagem da banda pelo Brasil, em 2006.

O comportamento mais solto de Casablancas, no entanto, se resumiu à música. Como showman, esteve distante dos fãs e transpareceu arrogância ao demonstrar incômodo por ter sido escalado para tocar antes de Kanye West – apesar de a banda ser considerada uma das principais atrações do festival. “Vocês estão animados para ver o Kanye? É sério?”, provocou o músico.

O rapper não só encerrou uma das noites, mas foi o escolhido para fechar o festival, com mais uma oportunidade para mostrar que é campeão no quesito ego inflado. Kanye começou a apresentação sobre um guindaste, flutuando sobre o público para dar início a uma ópera em três atos, que parecia homenagear apenas a grandiosidade do próprio músico. Com duas dezenas de bailarinas, fogos de artifício e uma sequência de canções que tentou resumir toda sua carreira, o astro falastrão usou o Coachella como um espaço de redenção.

“Quando estava trabalhando no último álbum, eu dizia que esse era o lugar em que eu mais queria tocar. Agora eu vejo que vocês ainda me amam apesar de eu ter visto o contrário na TV. Eu só tento dizer e fazer o que é certo”, desabafou o rapper, na metade do show.

A aura de popstar exagerada de Kanye constrastava com a aparente humildade da novata banda inglesa Mumford & Sons, que regeu um enorme coro no palco principal. Com um som caipira conduzido por banjo, violão e baixo acústico, o grupo se mostrou surpreso com o tamanho inesperado da plateia.

“Esse é, de longe, o maior show que nós já fizemos”, exclamou o tecladista Ben Lovett.

Chamando o público a bater palmas no ritmo da música, o grupo transformou o gramado em uma quadrilha ao tocar as canções do disco Sigh No More (2009), e apresentou canções novas, praticamente sem o som do banjo e com o vocalista Marcus Mumford na bateria. Guardado até o fim, o hit The Cave emocionou os fãs da banda no encerramento do show.

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Preparação para o Terra

Posted in festival by Bruno Boghossian on 1 agosto, 2010

Pavement, Yeasayer, Phoenix, Of Montreal, Girl Talk, Hot Chip e Smashing Pumpkins chegam ao Brasil daqui a pouco mais de três meses para o Planeta Terra. Pra gente se acostumar com essa escalação de fazer inveja a muito festival gringo, indico essa playlist que o Alexandre Matias postou lá no Trabalho Sujo.

O primeiro lote de ingressos já acabou. Corre lá pra comprar.

The Gossip cancela shows no Brasil

Posted in festival by Bruno Boghossian on 10 outubro, 2008

A pessoa mais cool da música indie atualmente não vem mais ao Brasil este ano. A banda americana The Gossip, liderada pela vocalista Beth Ditto, cancelou as apresentações que faria no TIM Festival no dia 23 de outubro em São Paulo e no dia 25 no Rio de Janeiro. Os músicos afirmaram que houve um “inesperado conflito de agendas” que os obrigou a desmarcar os shows.

A organização do TIM Festival informou que a banda não vai ser substituída na escalação do evento. No palco Novas Raves, só vão se apresentaros britânicos Klaxons e Neon Neon. Quem comprou ingresso para os shows pode receber um ingresso extra para outro show do TIM Festival – exceto os que vão acontecer no Auditório Ibirapuera em São Paulo e as apresentações de jazz no Rio. É só fazer o pedido e um dos pontos de venda.

Outra opção é pedir o dinheiro de volta no ponto de venda onde a entrada foi comprada. Quem comprou pela Internet pode pedir o ressarcimento no site do Ticketmaster. O prazo para a devolução do dinheiro é até o dia do evento, na hora de abertura dos portões.

Beth Ditto, Brace Paine e Hannah Blilie escreveram uma carta para a produção do TIM Festival e se comprometeram a remarcar os shows no Brasil assim que for possível.

A quem interessar possa:

Lamentamos informar que o Gossip precisa cancelar suas apresentações no TIM Festival em outubro no Brasil devido a um inesperado conflito de agenda.

Estamos terrivelmente desapontados que tenhamos que cancelar nossa primeira ida ao Brasil, mas esse cancelamento funciona mais como um adiamento, porque nos comprometemos a remarcar nossos shows em São Paulo e no Rio de Janeiro o mais breve possível.

O Gossip gostaria de estender nossa profunda gratidão a nossos fãs da América do Sul por seu amor e apoio, e prometemos vê-los em 2009!

Com amor,

Beth, Brace e Hannah

…And Justice for All

Posted in festival by Guilherme Sorgine on 25 setembro, 2008

Então, esse fim de semana rola Skol Beats em SP, com a aguardada dobradinha Justice+Digitalism, entre outras atrações menos cotadas (algumas bacanas, outras nem tanto) que vão marcar presença no Anhembi. Para nós, cariocas, sobrou o Justice, que toca sexta-feira no Circo Voador, com Mixhell e Twelves. Belo prêmio de consolação, diga-se.

Tinha feito um review rapidinho das principais atrações do festival pra Dynamite, então segue aí o repeteco. E amanhã dia é de fazer a D.A.N.Ç.A.

Justice

Estrela guia da nova cena francesa de eletro e do festival. Seu single arrasa quarteirão “D.A.N.C.E” foi uma das músicas mais tocadas (e remixadas) de 2007, e é de fato uma pérola, com vocais em coro e refrão com falsete, com todas as referências do mundo a Jackson Five. Não é, no entanto, uma one hit band: o primeiro (e único) álbum completo, “Cross”, desce redondinho do começo ao fim. Muitos baixos saturados, muitos sintetizadores sujos, muita quebra de ritmo. Tudo o que define a nova cartilha do eletro pós-Daft Punk está aqui, em sua melhor forma.

Vi o live no Coachella, e é inacreditável de bom. O que no álbum é sujeira se torna uma real porrada ao vivo. Show de eletro pra sair com ouvindo zumbindo. Tocam remixes dos outros e de si mesmos (a hora em que rola “We are your friends”, feita em parceria com o Simian, é de arrepiar), tudo altamente carregado de referências mezzo irônicas ao Heavy Metal (na Califórnia, ornaram o palco com dois paredões de amplificadores Marshall e uma gigantesca cruz luminosa). Desde já, um dos shows mais aguardados do ano.

www.myspace.com/etjusticepourtous

Digitalism

Junto com o Justice, o Simian Mobile Disco (que veio no Skol do ano passado) e o MSTRKRFT (que era pra vir mas cancelou em cima) foi responsável pela nova bombada do eletro em 2006/2007. A verdade é que, dos quatro, o Digitalism foi o que lançou o disco mais fraquinho. O que não quer dizer que seja ruim: pelo contrário, “Idealism” é pra lá de bacana, e radicaliza ainda mais na proposta diversificante do Justice, indo do indie ao pop, passando pela eletrônica pura e simples. E tem “Pogo”, uma das melhores músicas do ano passado, tudo o que o New Order faria se tivesse surgido em 2007.

Fazem ainda alguns dos remixes mais legais da atualidade, que podem ir de Cure a Depeche Mode ou até White Stripes.

Estavam marcados para tocar no Brasil no ano passado, mas terminaram cancelando em cima da hora, alegando os famigerados “motivos pessoais”. Feio, muito feio. Agora é ver se vai xoxar ao vivo, ou se fez valer a espera.

www.myspace.com/digitalism

Pendulum

Apareceram, em 2005, como um grupo de drum and bass para as massas, em uma época em que as massas pareciam ter esquecido o que era drum and bass. Lembraram logo: o álbum, “Hold Yor Colour”, logo se tornou uma das maiores vendagens da história do estilo, e a bem da verdade, tem algumas coisas mesmo legais. Têm ao menos uma música bem conhecida fora das quatro linhas do DB, “Vault”.

Ainda não escutei o disco novo, “In Silico”, na íntegra, mas as coisas que cheguei a ouvir iam por um caminho bem mais convencional, pop até, o que não é necessariamente ruim.

Dá pra dizer que o Pendulum é um dos maiores nomes do drum and bass da atualidade, e sua vinda ao Brasil já é aguardada há algum tempo. E, assim como o próprio estilo, cresce muito quando ouvido na pista. Promessa de showzão.

http://www.myspace.com/officialpendulum

Dubfire

Mais conhecido como a metade persa do duo de prog house Deep Dish (a outra é o americano Shazam) Dubfire vem ao Brasil em sua carreira solo, mais underground que o projeto principal, e na qual flerta com alguns estilos em voga atualmente, notadamente o minimal.

Nunca fui grande fã do Deep Dish (um dos projetos de eletrônica mais bem $ucedidos dos últimos tempos), e a possibilidade de ver Dubfire solo também não me anima, apesar de o cara vir trabalhando com alguns nomes de respeito, do naipe de UNKLE e Booka Shade. Enfim, tem quem goste.

http://www.myspace.com/djdubfire

Tim Festival divulga preços de edição 2008

Posted in festival by Guilherme Sorgine on 11 setembro, 2008

E se tem uma coisa que a vida ensina é que sempre pode piorar. Não satisfeito em escalar o pior lineup dos últimos tempos, e (na versão carioca) horários não menos bizarros (Kanye West em cima de The National+MGMT? Gogol Bordello e Dan Deacon no mesmo palco, começando UMA DA MANHÃ?), a organização do TIM Festival soltou agora os preços de sua edição de 2008. Em uma palavra? Abusivos. Como assim 250 reais pra ver o Kanye West? E Klaxons e Gossip por 150? Oi, o Planeta Terra ta cobrando 80 por um lineup com Kaiser Chiefs, Bloc Party e Foals!

O que tem de mais legal, o show gratuito do Sonny Rollins, ficará restrito a São Paulo. A cidade, aliás, foi compensada com uma edição bem mais equilibrada do festival, após anos sendo relegada a segundo plano (em relação à edição carioca).

Enfim, confiram os preços e palcos, e julguem se não é a crônica de um fracasso anunciado:

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Divulgada programação completa do TIM Festival

Posted in festival by Bruno Boghossian on 4 setembro, 2008

Começa no dia 16 de setembro a corrida pelos ingressos para o TIM Festival 2008 em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Vitória. A programação do evento foi divulgada hoje, mas os detalhes sobre as vendas e os preços das entradas só serão conhecidas na próxima semana.

As três cidades brasileiras vão receber 19 artistas internacionals e dez nacionais entre 21 e 27 de outubro. A capital paulista vai abrir o festival, no dia 21, com shows de gala dos saxofonista Sonny Rollins. Este ano, as apresentações se estendem por cinco dias (até o dia 25) , em dois espaços no parque do Ibirapuera: o Auditório e uma Arena de Eventos que será montada, com capacidade para 4 mil pessoas.

No Rio de Janeiro, a organização do evento vai montar a mesma estrutura do ano passado, com três espaços na Marina da Glória, com capacidade para mil, 2 mil e 4 mil pessoas. Rosa Passos e Sonny Rollins abrem o festival no dia 23, com apresentações especiais. A má notícia ficou para quem pretendia ver os shows tanto de Kanye West quanto de The National e MGMT. O rapper e as bandas americanas foram escaladas no mesmo dia, em horários concorrentes.

Vitória vai receber mais uma vez uma edição reduzida do evento no Teatro da UFES. Os capixabas vão poder assistir a apresentações de Stacey Kent, Carla Bley, Siba, Gogol Bordello, MGMT e The National.

Veja a seguir a programação dia a dia nas três cidades.

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Confirmado: Animal Collective vem ao Brasil em novembro

Posted in festival by Bruno Boghossian on 1 setembro, 2008

Depois de algumas semanas de especulação, o quarteto Animal Collective confirmou que vai tocar em São Paulo, em novembro deste ano. Avey Tare, Panda Bear, Deakin e Geologist vêm ao Brasil para integrar a escalação do Festival Planeta Terra, marcado para o dia 8 no Galpões Savoy.

O show faz parte de uma série de datas anunciadas pela banda americana, em uma turnê que passa também pela Argentina e pelo Peru, além de Bélgica, Eslováquia, Grécia, Macedônia e uma dezena de outros países. Nessas apresentações, são esperadas canções do último álbum do grupo, Strawberry Jam e do EP Water Curses, além de faixas dos outros trabalhos da banda.

Atualmente, a banda de noise pop trabalha na gravação do nono disco, ainda sem título, que deve ser lançado em janeiro de 2009. Entre as faixas, está a supereletrônica “Lion in a Coma”, que foi apresentada em um festival em Chicago em julho.

Leia mais: veja outros artistas escalados para tocar no Brasil em 2008

Programa do fim de semana: Lollapalooza via web

Posted in festival by Bruno Boghossian on 1 agosto, 2008

A gente pode chorar quanto quiser, mas nem todo mundo pode viajar o mundo para acompanhar os melhores festivais de música do mundo. Pelo menos nesse fim de semana, quem quiser acompanhar o Lollapalooza, que acontece em Chicago até domingo, pode ver e ouvir as apresentações pela web.

Basta clicar neste link e assistir. Quase igual ao show ao vivo… quase….

Agenda de shows (horário de Brasília)

Sexta-feira – 01/08/2008

14h15 – Holy F*ck
15h15 – Rogue Wave
16h15 – Yeasayer
17h15 – The Kills
18h15 – Gogol Bordello
19h15 – Mates of State
20h15 – Bloc Party
21h15 – Stephen Malkmus & The Jicks
22h00 – The Raconteurs

Sábado – 02/08/2008

14h15 – Margot & the Nuclear So So’s
14h45 – The Ting Tings
15h30 – Dr. Dog
16h30 – The Gutter Twins
17h30 – The Go! Team
18h30 – Duffy
19h30 – Jamie Lidell
20h30 – DeVotchka
21h30 – Explosions in the Sky
22h30 – Broken Social Scene
23h30 – Wilco

Domingo – 03/08/2008

14h15 – Kid Sister
15h15 – The Whigs
16h15 – Office
17h15 – Chromeo
18h15 – G Love & Special Sauce
19h15 – Blues Traveler
20h15 – John Butler Trio
21h15 – Flogging Molly
22h15 – Love and Rockets
23h15 – The National

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Kanye West confirmado no TIM Festival

Posted in festival by Bruno Boghossian on 28 julho, 2008

A organização do TIM Festival confirmou a escalação de um medalhão para o evento, que acontece na segunda quinzena de outubro no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Vitória. O rapper Kanye West vai trazer ao Brasil para esta edição do festival o show “Glow In The Dark”, que começou a apresentar em abril nos EUA.

Desde o lançamento de seu primeiro LP, Kanye ganhou dez prêmios Grammy – três deles com “Graduation”, último álbum do músico, considerado um dos melhores trabalhos de 2007. O disco conta com hits como “Stronger”, que ganhou um videoclipe à altura. Quem não gosta ou não conhece o cantor deve dar mais uma chance apertando o play aqui embaixo. Vale a pena.

Kanye West se junta a outros grandes artistas na escalação da sexta edição do TIM Festival, como MGMT, The National, Gossip, Stacey Kent e Sonny Rollins. Leia mais.

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Indie Rock Festival é definitivamente adiado

Posted in festival by Bruno Boghossian on 16 julho, 2008

Foi definitivamente adiada a segunda edição Indie Rock Festival, que traria para o Rio e para São Paulo as bandas Broken Social Scene, Dandy Warhols, The Futureheads e Late of the Pier. A informação é da assessoria de imprensa do evento. Desde segunda-feira, informações davam conta do adiamento do festival, por problemas na liberação de verbas de patrocínio e na concessão de vistos aos artistas estrangeiros.

O evento estava marcado para os dias 28 e 29 de agosto, no Rio de Janeiro, e 29 e 30 em São Paulo, e deve ser transferido para o fim do ano, com outra escalação. A organização deve divulgar uma nota oficial sobre o adiamento na quinta-feira.

UPDATE: Novela Indie Rock Festival – capítulo 2

Posted in festival by Bruno Boghossian on 15 julho, 2008

Pra quem acompanha com apreensão o desenrolar dessa trama, nem tudo está perdido. A organização do Indie Rock Festival, que traria para o Rio e para São Paulo as bandas gringas Broken Social Scene, Dandy Warhols, The Futureheads e Late of the Pier, informou que o evento ainda pode acontecer na data estipulada e com os mesmos artistas.

Segundo a assessoria de imprensa do festival, os organizadores vão se reunir com os patrocinadores para resolver pendências relacionadas à liberação de verbas de leis de incentivo à cultura. Uma posição oficial sobre as datas do evento deve ser divulgada nesta quarta-feira.

Ontem, uma série de informações dava conta do adiamento da segunda edição do Indie Rock Festival. Os motivos anunciados do impasse eram a liberação de verbas de patrocínio e também um problema na concessão de vistos aos artistas estrangeiros. A organização chegou a adiantar que o evento deveria ser transferido para o fim do ano e que o line-up seria ampliado.

O evento estava marcado para os dias 28 e 29 de agosto, no Rio de Janeiro, e 29 e 30 em São Paulo.

Festival Indie Rock é adiado

Posted in festival by Guilherme Sorgine on 14 julho, 2008

Alegria de pobre dura mesmo pouco. Previsto para agosto, o Festival Indie Rock, que prometia reunir, no Rio e em SP, nomes como Dandy Warhols, Broken Social Scene e Futureheads, foi adiado. Segundo a organização do festival, o problema se deu com vistos para a entrada dos artistas no país. Uma nota oficial sobre o caso deve ser divulgada nos próximos dias.

O evento estava marcado para os dias 28 e 29 de agosto, no Rio de Janeiro, e 29 e 30 em São Paulo, e trazia ainda em seu line-up os brasileiros Macaco Bong, Mombojó, Cidadão Instigado e Do Amor. Especula-se que a escalação possa sofrer alterações por conta da mudança de data, e até ganhar atrações extra.

Festival Coquetel Molotov confirma escalação de Marcelo Camelo com Hurtmold

Posted in festival by Felipe Leal on 14 julho, 2008

O cantor Marcelo Camelo (Los Hermanos) vai se juntar às bandas suecas Peter Bjorn and John, Shout Out Louds e Club 8 no festival No Ar Coquetel Molotov 2008, que acontece no Centro de Convenções da UFPE, no Recife, entre os dias 19 e 20 de setembro. O festival apresenta ao público recifense, em primeira mão, a estréia do projeto solo de Camelo, em palcos brasileiros.

Os três grupos da Suécia chegam ao Recife dentro da terceira edição do projeto Invasão Sueca. A parceria do Coquetel Molotov com o Swedish Institute garantiu a vinda dos grupos Club 8 e Shout Out Louds, boas revelações do novo cenário pop sueco, e ainda a famosa banda escandinava Peter Bjorn and John, conhecida em todo o mundo pelo hit “Young Folks”. Os ingressos para o festival começam a ser vendidos antecipadamente a partir de agosto nas lojas Imaginarium, no Shopping Center Recife e Plaza Shopping, com preço promocional de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia/estudantes).

A carreira e o talento de Marcelo Camelo vão bem além dos microfones do Los Hermanos. Em paralelo à banda, Camelo já vinha exercitando um lado de composição diferente ao escrever músicas para a cantora Maria Rita. Com disco pronto para ser lançado em setembro, Marcelo Camelo, em sua primeira aventura solo nos palcos, vem acompanhado de integrantes do grupo paulista Hurtmold e do instrumentista Rob Mazurek para executar ao vivo as músicas de seu disco de estréia. Além do Hurtmold, Camelo contou em seu disco com a participação de Dominguinhos, Domenico Lancellotti, Mallu Magalhães e da pianista Clara Sverner.

Com nove anos de estrada e uma música que conquistou o mundo inteiro apenas com um assovio, o grupo sueco Peter Bjorn and John vem pela primeira vez ao Brasil. Também pisam pela primeira vez em solo brasileiro os conterrâneos escandinavos Club 8 e Shout Out Louds, todos representantes de um novo pop sueco que começa a ganhar força e aparecer para o mundo inteiro. O Club 8, formado por Karolina Komstedt e Johan Angergård, é uma das bandas do elogiado catálogo de artistas do selo sueco Labrador. Seu disco mais recente, “The boy who couldn’t stop dreaming”, lançado no ano passado brinca com melodias alegres e melancólicas ao mesmo tempo.

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Tim Festival confirma MGMT, The National e Gogol Bordello

Posted in festival by Bruno Boghossian on 10 julho, 2008

The National / DivulgaçãoO Tim Festival confirmou a escalação das bandas americanas MGMT, The National e Gogol Bordello na edição 2008 do evento, que deve acontecer em ourubro no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Vitória. Os grupos se juntam aos conterrâneos do Gossip e aos ingleses do Klaxons no line-up indie do festival. Também foi anunciado o nome de Paul Weller, cantos, compositor e instrumentista de britpop.

A organização confirmou também os jazzistas Carla Bley Esperanza Spalding. Em junho, Sonny Rollins e Stacey Kent já tinham sido anunciados.

MGMT / Divulgação

A dupla de eletro-rock MGMT é apontada desde o início do ano como a nova promessa da música alternativa e faz uma incansável turnê mundial, que deve se estender até novembro. Com um álbum de estréia foi elogiado pela crítica, a banda vai trazer ao Brasil as batidas eletrônicos com influências do britpop do início dos anos 1990.

Também de Nova York vêm os músicos do The National. O terceiro disco da banda, “Alligator”, foi considerado um dos melhores trabalhos de 2005 por sites e revistas especializados. “Boxer”, lançado no ano passado, também recebeu boas críticas de sites como Stereogum e Pitchfork.

A banda Gogol Bordello foi formada em 1999, também nos EUA, mas tem uma formação cosmopolita e vai trazer ao país uma espécie de música do leste da Europa. O ucraniano Eugene Hütz, vocalista do grupo, é habitué de terras brasileiras: passou o carnaval no Recife e já fez dois shows no Rio de Janeiro este ano. Completam a formação da banda um japonês-romeno, um russo, um israelense, um etíope, um americano, uma tailandesa-americana e uma sino-escocesa.

Smashing Pumpkins revivem Gish em turnê de 20 anos

Posted in festival, música, show by Felipe Leal on 9 julho, 2008

Corgan "Zero" e D'arcy logo atrás

Para quem cresceu ouvindo o Siamese Dream e o Mellon Collie And The Infinite Sadness, dois dos maiores discos dos anos 90, é um alívio ver que mesmo aos trancos e barrancos, os Smashing Pumpkins (leia-se Billy Corgan e Jimmy Chamberlin) ainda estejam juntos após 20 anos de banda. Para celebrar o marco, o grupo de Chicago preparou uma série de shows comemorativos, que provavelmente contarão com não só faixas do último álbum, Zeitgeist, mas com um retrospecto da conturbada carreira marcada por separações (James Iha, D’arcy Wretzkye o próprio Chamberlin) e outros percalços.

A primeira turnê de aniversário – denominada Gish Tour, em homenagem ao primeiro e dos mais furiosos discos da banda – vai ser iniciada no próximo dia 9 de agsto, em Hammond, Indiana, nos Estados Unidos. O mais empolgante: comenta-se que D’arcy e James Iha estarão nos primeiros shows. Os fãs já devem estar se estapeando para os ingressos, que começarão a ser vendidos nesta sexta. Eu estaria.

Em um anúncio no site oficial, Corgan informou que esse é o local mais próximo que a banda já tocou da cidade natal Chicago desde o “último” show, na estação central do metrô, em 2000. O DVD The Smashing Pumpkins 1991-2000 contém o material. Billy, vestido com enormes coturnos, acompanhado por Iha, Chamberlin e a ex-baixista do Hole, e muito mais decotada que D’arcy, Melissa Auf Der Maur.

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Festival bizarro traz Guru Jazzmatazz de volta ao Brasil

Posted in festival by Guilherme Sorgine on 9 julho, 2008

Sabe aquelas notícias que você lê e não entende absolutamente nada? Então, rola a partir de hoje o festival Alma Surf, auto-intitulado “o maior festival de surf do brasil”. O evento, que reúne cinema, música e negócios, será realizado no… Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Surf’s up.

Como se não fosse suficiente fazer um festival de surf sem surf, em um PARQUE, o evento terá um braço musical no mínimo, hum, eclético, que inclui um compositor de trilhas sonoras (Todd Hannigan), uma banda cover de Ramones (The Hey Ho’s), um cantor havaiano indicado ao Grammy (Henry Kapono) e… o Guru Jazzmatazz!

Definitivamente não me perguntem o que o Guru está fazendo nesse saco de gatos, mas o fato é que o rapper foi pioneiro na fusão de jazz com hip hop, e chegou a ser relativamente popular por aqui na década passada. Lembro que veio ao Brasil há muiiiiito tempo, junto com o US3, em uma época que gostar de acid jazz era bacana (pesquisando no Google, descubro que o Guru voltou ao país em 2005, para tocar no Circo Voador).

Para quem ficou curioso, segue o serviço:

09/07 – Guru´s Jazzmatazz
10/07 – Henry Kapono
11/07 – Todd Hannigan e The Hey Ho’s
12/07 – Guru’s Jazzmatazz e The Hey Ho’s

Endereço: Parque do Ibirapuera (SP)
Valor do ingresso (para um dia): R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Valor do passaporte (válido para os quatro dias): R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Noel Gallagher e Jay-Z entre tapas e beijos

Posted in festival by Bruno Boghossian on 4 julho, 2008

Muita gente ficou torcendo por uma pancadaria, um escândalo que fosse parar nas capas dos tablóides, mas quem ganhou a discussão entre Noel Gallagher e Jay-Z foi a turma do deixa-disso. Depois de trocar farpas com rapper às vésperas do festival de Glastonbury, o guitarrista do Oasis disse que, na verdade, “gosta” de Jay-Z. Logo depois, comentando o incidente, o rapper garantiu que não guarda rancor e que “não teria problemas em trabalhar com o Oasis”.

Pra quem ainda não sabe o que aconteceu na disputa pelo suposto título de astro mais durão da música, aqui vai a versão curta. Jay-Z foi escalado como uma das atrações principais do festival de Glastonbury. Noel Gallagher saiu em defesa do rock e disse que o rapper não tinha nada a ver com o evento inglês. Em contra-ataque, Jay-Z abriu o show em Glastonbury, na semana passada, com samples de Gallagher o criticando e, em seguida, tocou – de maneira claramente debochada – um cover do super-hit “Wonderwall”, do Oasis.

Antes do festival, o guitarrista inglês declarou em uma entrevista que desviar o festival de sua tradição de bandas baseadas em guitarras e violões era um erro. “Se você começar a mudar as coisas, as pessoas vão deixar de aparecer. Me desculpem, mas Jay-Z? Sem chance”, disse. E terminou com um inflexível “eu não aceito hip-hop em Glastonbury. É um erro”.

No fim das contas, a apresentação de Jay-Z como atração principal no festival teve um dos maiores públicos que o evento já recebeu. Certamente, a alfinetada do rapper em Noel Gallagher atraiu boa parte dos espectadores. Só mais uma prova de que a polêmica ainda alimenta o mundo da música. A turma do deixa-disso está tornando a música mais sem-graça?

Porão do Rock confirma Muse e Suicidal Tendencies

Posted in festival, show by Guilherme Sorgine on 4 julho, 2008
Muse / Divulgação

Muse / Divulgação

O festival Porão do Rock divulgou a programação de sua 11ª edição, que ocorrerá nos dias 1 e 2 de agosto, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Além de 16 bandas nacionais, a edição deste ano do evento contará com a presença de seis grupos estrangeiros, dentre os quais se destacam o Muse e os americanos do Suicidal Tendencies.

Além da apresentação em Brasília, o Muse tem shows confirmados em Rio de Janeiro (30 de julho, no Vivo Rio) e São Paulo (31 de julho, no HSBC Brasil).

Já o Suicidal Tendencies, patrimônio do hardcore americano, se apresentou recentemente no país, no Festival Maquinaria, em São Paulo. Formado em 1981 e liderado pelo vocalista Mike Muir, único integrante original remanescente, o Suicidal Tendencies conta hoje Mike Clark e Dean Pleasants nas guitarras, Steve Brunner no baixo e Ron Brunner Jr na bateria.

Completam a escalação gringa Papier Tigre, da França; The Tandooris, da Argentina; SickCity, da Alemanha e Kill Karma, da Espanha.

Entre os artistas nacionais, foram confirmados Nitrominds (SP), Sayowa (SP), Maldita (RJ), Orgânica (SP), Tom Bloch (RS), Autoramas (RJ), Matanza (RJ), Pitty (BA), Mundo Livre S/A (PE), Mukeka Di Rato (ES), MQN (GO), Almah (SP), Amp (PE), Black Drawing Chalks (GO), Canastra (RJ) e Madame Saatan (PA).

Indie Rock Festival divulga escalação oficial… no Orkut?

Posted in festival by Bruno Boghossian on 30 junho, 2008

Broken Social Scene e The Futureheads são as principais atrações internacionais; anunciado anteriormente, Vampire Weekend não vem mais

O veículo está longe de ser um método convencional de divulgação de grandes eventos em qualquer lugar do mundo, mas quem soube primeiro a programação oficial da segunda edição do Indie Rock Festival foram os usuários do Orkut – site de relacionamentos mais popular do Brasil.

O meio não é o que importa. O importante é que estão confirmados quatro artistas internacionais e quatro bandas nacionais para o IRF 2008, que acontece nos dias 28 e 29 de agosto no Canecão, no Rio de Janeiro, e nos dias 29 e 30 no Citibank Hall, em São Paulo. Ainda não há informações sobre praticamente nada a venda de ingressos.

Broken Social Scene / Divulgação

Como já tinha sido especulado, a banda canadense Broken Social Scene e a britânica Futureheads serão os carros-chefes do evento. As outras duas atrações internacionais são a também inglesa Late of The Pier e os americanos do Dandy Warhols.

Mombojó / Divulgação / Eduardo QueirogaOs artistas brasileiros escalados para o festival são os pernambucanos do Mombojó, os mato-grossenses do Macaco Bong, a banda Cidadão Instigado, do Ceará, e a carioca Do Amor.

– Macaco Bong
– Mombojó
– Broken Social Scene
– Dandy Warhols
28 de agosto – Canecão – Rio de Janeiro
29 de agosto – Citibank Hall – São Paulo

– Cidadão Instigado
– Do Amor
– Late of the Pier
– The Futureheads

29 de agosto – Canecão – Rio de Janeiro
30 de agosto – Citibank Hall – São Paulo

Veja a lista da Sub Som de shows internacionais no Brasil

Björk toca bateria com Sigur Rós em festival islandês

Posted in festival by Felipe Leal on 30 junho, 2008

Sorte dos islandeses. No último sábado, a cantora Björk deixou os vocais de lado, tomou as baquetas e se uniu ao Sigur Rós em um show ao ar livre no festival Nattura, na capital Reikjavik. O evento, que visa conscientizar o público sobre os impactos da eliminação de derivados de alumínio no meio ambiente, reuniu milhares de pessoas.

Em um frio que beirava zero grau, os fãs tiveram a oportunidade de assistir grande parte das músicas do novo trabalho do Sigur Rós, “Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust”. Antes de assumir os vocais e mostrar suas músicas, Björk tocou bateria em “Gobbledigook”, da banda islandesa, para delírio dos presentes.

A platéia também pôde conferir a apresentação do projeto Radium, que envolve membros do grupo Ghostigital e o ex-Sugarcubes (antiga banda de Björk), Einar Orn.