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ENTREVISTA: Mogwai fala do novo cd, do Brasil e manda Bush ao inferno

Posted in álbum, entrevista by Felipe Leal on 4 julho, 2008
Capa de The Hawk is Howling

Capa de The Hawk is Howling

Considerada um das maiores expoentes do post-rock mundial, a banda escocesa Mogwai lançará, no próximo dia 22, “The Hawk Is Howling”, que vem sendo considerado pela imprensa internacional como o álbum mais aguardado do grupo até hoje. Em entrevista exclusiva ao Subsom, o guitarrista Stuart Braithwaite comentou a carreira da banda, o novo disco, as desavenças com a britânica Blur e ainda deu um recado ao presidente republicano George W. Bush, mandando-o ao “inferno”.

Bem humorado, o quinteto escocês deu nomes inusitados às dez músicas do novo disco, a exemplo de “I’m Jim Morrison, I’m Dead”, “The Sun Smells Too Loud” e “I Love You, I’m Going to Blow Up Your School”. Essa última, explica Braithwaite, foi retirada de uma história contada pelo baixista Dominic Aitchison. “Ele nos fez jurar que não contaríamos! Não posso dizer o que é, desculpe”, desconversou

Quanto ao reconhecimento mundial que, entre outros parâmetros pode ser medido nas mais de 14 milhões de audições registradas no site Last.fm, o guitarrista diz que deve muito à internet. “Com certeza a rede facilita muito que pessoas dos mais inimagináveis países confiram sons que elas praticamente não ouviriam”, disse.

Quem se depara com a banda encontra rótulos que vão de space-rock, indie rock e noise rock ao mais comentado post-rock (passando por outras denominações com hífen e outros bichos). Braithwaite confessa não gostar muito do termo, que define como sendo “música de rock simples lenta e instrumental”.

“Para ser sincero, eu ouço uma quantidade enorme de tipos diferentes de música, mas dentro do estilo gosto da Explosions In The Sky (banda do Texas). Minhas bandas de rock instrumental favoritas são Black Dice, Growing e Wooden Ships”, contou, definindo o som do Mogwai somente como rock.

Segundo ele, que cresceu ouvindo Sonic Youth, Pixies, Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine e The Cure, o fato da esmagadora maioria das músicas da banda serem instrumentais não tem nenhuma ligação com estilo ou escolha. “É porque não cantamos bem! Ninguém na banda sabe cantar. Essa é a verdadeira razão, incrivelmente”, explica Stuart.

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