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ENTREVISTA: Port O’Brien

Posted in entrevista by Bruno Boghossian on 28 julho, 2008

Port O'Brien / Divulgação

Vida de músico iniciante não é fácil. Além de enfrentar dificuldades como a indústria do jabá, os empresários inescrupulosos e as casas de shows infestadas de ratos, muita gente ainda precisa de outros empregos pra pagar as contas. Basta lembrar que Elvis Presley foi motorista de caminhão e Madonna era atendente no Dunkin’ Donuts antes da fama.

Van Pierszalowski, não é nenhum super-astro da música – e certamente nunca vai chegar aos pés de Madonna e Elvis nesse quesito -, mas pode-se dizer que o vocalista e guitarrista da banda americana de indie folk Port O’Brien deu este ano o primeiro passo para deixar de ser só um “músico iniciante”. Pela primeira vez, ele vai perder a temporada de pesca do salmão no Alasca. O artista de 23 anos trabalhava no barco do pai desde criança e aproveitou a experiência para escrever as canções do primeiro disco da banda, “All We Could Do Was Sing”.

As letras de Van são, literalmente, sobre o mar, temas náuticos e sobre ficar preso em um barco. “O ambiente no Alasca é a principal influência das nossas canções. Eu acho, acima de tudo, que o contraste entre a experiência alasquiana e a experiência californiana é a maior influência da banda”, explica o músico em entrevista ao Sub Som. Parece extremamente chato, mas deu muito certo para os músicos que são da Califórnia, mas que certamente soam como se fossem do estado mais frio dos EUA.

O Port O’Brien surgiu em 2005 como um duo de música folk acústica formado por Van e pela namorada Cambria Goodwin. Pouco tempo depois, o grupo foi crescendo e recebeu os esquisitões (como você viu na foto acima) Joshua Barnhart, Ryan Stively e Zebedee Zaitz. Antes do primeiro disco oficial, o grupo (como quase qualquer banda indie) enfrentou as dificuldades de lançar uma compilação gravada de uma maneira um tanto… amadora. “Nós gravamos ‘The Wind and the Swell’ em um só microfone, nos nossos quartos e banheiros”, conta Van

O que fez com que o grupo chamasse alguma atenção no circuito independente foi “I Woke Up Today”, faixa que abre “All We Could Do Was Sing” e que foi trabalhada pela banda desde as primeiras composições. A canção recebeu críticas positivas em sites de música alternativa e abriu caminho para que o Port O’Brien se tornasse mais conhecido.

Ouvir a canção pela primeira vez é ter a certeza de que se trata de um hit do indie pop: os cinco integrantes da banda ficam batucando com panelas e colheres, e cantam em coro (ao estilo de artistas como I’m From Barcelona e The Polyphonic Spree), gritando como se não houvesse amanhã. Recentemente “I Woke Up Today” ganhou um excelente clipe (gravado em um estúdio pornográfico), com o mesmo aspecto lúdico do que se ouvia nas gravações do grupo.

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