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Coachella: shows e egos a 38 graus

Posted in festival by Bruno Boghossian on 20 maio, 2011

Bruno Boghossian – O Estado de S. Paulo [publicado em 19 de abril]

INDIO – A onda de balões gigantes que despencaram do palco principal do Coachella Valley Music and Arts Festival, no fim da noite de sábado, 16, é a tradução certeira do simbolismo dos três dias de música para centenas de artistas e milhares fãs que migram todos os anos para o deserto da Califórnia. As centenas de bolas coloridas por luzes LED criaram uma atmosfera quase onírica nos últimos minutos da apresentação do Arcade Fire, quando os canadenses puxaram o coro que abre Wake Up, canção de seu primeiro álbum.

Com mais de 180 bandas em três dias de shows, a 12ª edição do evento manteve a tradição de consagrar artistas emergentes, celebrar retornos e apresentar bandas desconhecidas para o público de 75 mil pessoas que vagava pela grama seca, sob um calor de 38 graus. Este ano, o gigantesco palco principal recebeu multidões que queriam ver a primeira apresentação dos Strokes em um grande festival depois do lançamento de seu polêmico quarto álbum, o som caipira dos novatos do Mumford & Sons e a egotrip do rapper pop Kanye West.

O destaque, no entanto, ficou mesmo com a performance memorável do Arcade Fire, no sábado. Transbordando prestígio, surfando na conquista do prêmio Grammy de melhor álbum e com o status de atração principal da noite, a banda arrastou um dos maiores públicos do festival para o Coachella Stage, decorado com letreiros de cinema e um telão que exibia filmetes relacionados ao último disco da banda, The Suburbs. Com um sorriso bobo no rosto, o vocalista Win Butler parecia não acreditar na multidão que se espalhava diante dele, iluminada pela lua cheia.

“Se vocês tivessem falado, em 2002, que um dia nós seríamos uma das atrações principais do Coachella, eu teria dito que vocês estavam brincando”, confidenciou o líder da banda, logo no início da apresentação.

Sem medo de arriscar, o grupo mostrou versões explosivas de Rebellion (Lies), Power Out e Tunnels, do disco de estreia da banda, além de Ready to Start e We Used to Wait, do álbum mais recente. Depois da chuva de balões gigantes, já no bis, a banda encerrou o show de 1h30 com Sprawl II, cantado por Régine Chassagne.

No domingo, os Strokes mostraram que conseguiram manter o DNA roqueiro, com seus tradicionais vocais abafados e as melodias alegres desenhadas por suas guitarras. A atmosfera eletrônica predominante no último disco da banda, Angles, apareceu pouco no show do Coachella, que teve a óbvia presença de hits mais antigos, como Last Nite, Someday e Reptilia.

A banda provou estar confortável para apresentar um som mais improvisado, a ponto de o vocalista Julian Casablancas entrar propositalmente atrasado em alguns versos, alongar algumas notas e até permitir um certo desafino – características que não eram vistas nas apresentações quase assépticas feitas na passagem da banda pelo Brasil, em 2006.

O comportamento mais solto de Casablancas, no entanto, se resumiu à música. Como showman, esteve distante dos fãs e transpareceu arrogância ao demonstrar incômodo por ter sido escalado para tocar antes de Kanye West – apesar de a banda ser considerada uma das principais atrações do festival. “Vocês estão animados para ver o Kanye? É sério?”, provocou o músico.

O rapper não só encerrou uma das noites, mas foi o escolhido para fechar o festival, com mais uma oportunidade para mostrar que é campeão no quesito ego inflado. Kanye começou a apresentação sobre um guindaste, flutuando sobre o público para dar início a uma ópera em três atos, que parecia homenagear apenas a grandiosidade do próprio músico. Com duas dezenas de bailarinas, fogos de artifício e uma sequência de canções que tentou resumir toda sua carreira, o astro falastrão usou o Coachella como um espaço de redenção.

“Quando estava trabalhando no último álbum, eu dizia que esse era o lugar em que eu mais queria tocar. Agora eu vejo que vocês ainda me amam apesar de eu ter visto o contrário na TV. Eu só tento dizer e fazer o que é certo”, desabafou o rapper, na metade do show.

A aura de popstar exagerada de Kanye constrastava com a aparente humildade da novata banda inglesa Mumford & Sons, que regeu um enorme coro no palco principal. Com um som caipira conduzido por banjo, violão e baixo acústico, o grupo se mostrou surpreso com o tamanho inesperado da plateia.

“Esse é, de longe, o maior show que nós já fizemos”, exclamou o tecladista Ben Lovett.

Chamando o público a bater palmas no ritmo da música, o grupo transformou o gramado em uma quadrilha ao tocar as canções do disco Sigh No More (2009), e apresentou canções novas, praticamente sem o som do banjo e com o vocalista Marcus Mumford na bateria. Guardado até o fim, o hit The Cave emocionou os fãs da banda no encerramento do show.

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Posted in música, videoclipe by Bruno Boghossian on 17 setembro, 2010

A popularização do mashup em meados dos anos 2000 pode ter ofuscado o remix e ter deixado de lado quem usava sample de um ou dois hits para compor faixas inéditas, mas os artistas do copia-e-cola ainda mostram que podem ser muito criativos e que têm música boa pra oferecer.

Descobri outro dia essa dupla batizada de Chiddy Bang – dois caras de 19 anos da Filadélfia que resolveram fazer um pouco de hip hop misturado com aqueles chicletes do eletropop que você não aguenta mais escutar em festa nenhuma. Acredite: eles conseguiram ressuscitar essas faixas e criaram um som bem divertido.

Chiddy Bang – ‘Truth’ (sample de ‘Better things’ – Passion Pit)

Chiddy Bang – ‘The opposite of adults’ (sample de ‘Kids’ – MGMT)

A primeira faixa tem um clipe sensacional e abusa dos tons eletrônicos para dar uma cor nova à grudenta ‘Better thing’, do Passion Pit. A segunda também tem um clipe bom de se ver e um rap nada hermético, que você até pode apresentar pros seus pais, se quiser.

Aproveita. E pra ler mais algumas barbaridades infundadas sobre o tema e ouvir um pouco de música boa, clica aqui embaixo.

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Divulgada programação completa do TIM Festival

Posted in festival by Bruno Boghossian on 4 setembro, 2008

Começa no dia 16 de setembro a corrida pelos ingressos para o TIM Festival 2008 em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Vitória. A programação do evento foi divulgada hoje, mas os detalhes sobre as vendas e os preços das entradas só serão conhecidas na próxima semana.

As três cidades brasileiras vão receber 19 artistas internacionals e dez nacionais entre 21 e 27 de outubro. A capital paulista vai abrir o festival, no dia 21, com shows de gala dos saxofonista Sonny Rollins. Este ano, as apresentações se estendem por cinco dias (até o dia 25) , em dois espaços no parque do Ibirapuera: o Auditório e uma Arena de Eventos que será montada, com capacidade para 4 mil pessoas.

No Rio de Janeiro, a organização do evento vai montar a mesma estrutura do ano passado, com três espaços na Marina da Glória, com capacidade para mil, 2 mil e 4 mil pessoas. Rosa Passos e Sonny Rollins abrem o festival no dia 23, com apresentações especiais. A má notícia ficou para quem pretendia ver os shows tanto de Kanye West quanto de The National e MGMT. O rapper e as bandas americanas foram escaladas no mesmo dia, em horários concorrentes.

Vitória vai receber mais uma vez uma edição reduzida do evento no Teatro da UFES. Os capixabas vão poder assistir a apresentações de Stacey Kent, Carla Bley, Siba, Gogol Bordello, MGMT e The National.

Veja a seguir a programação dia a dia nas três cidades.

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Kanye West confirmado no TIM Festival

Posted in festival by Bruno Boghossian on 28 julho, 2008

A organização do TIM Festival confirmou a escalação de um medalhão para o evento, que acontece na segunda quinzena de outubro no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Vitória. O rapper Kanye West vai trazer ao Brasil para esta edição do festival o show “Glow In The Dark”, que começou a apresentar em abril nos EUA.

Desde o lançamento de seu primeiro LP, Kanye ganhou dez prêmios Grammy – três deles com “Graduation”, último álbum do músico, considerado um dos melhores trabalhos de 2007. O disco conta com hits como “Stronger”, que ganhou um videoclipe à altura. Quem não gosta ou não conhece o cantor deve dar mais uma chance apertando o play aqui embaixo. Vale a pena.

Kanye West se junta a outros grandes artistas na escalação da sexta edição do TIM Festival, como MGMT, The National, Gossip, Stacey Kent e Sonny Rollins. Leia mais.

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