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OUVIMOS: Metallica – “Death Magnetic”

Posted in álbum by Felipe Leal on 9 setembro, 2008

Metallica – “Death Magnetic”
Nota: 5/5

Depois de muita espera, consultas intermináveis com psicólogos, crise interna e um disco combatido em meio mundo – St. Anger – a agonia dos fãs enfim terminou. O Metallica finalmente lançou o seu Death Magnetic neste mês, uma verdadeira porrada na cara de quem achava que a banda dos lendários Kill ‘Em All, …And A Justice For All, Master Of Puppets e Black Album estava só cumprindo tabela. Com uma produção impressionante, James Hetfield e companhia criaram um disco extremamente pesado e que lembra muito os citados nas linhas de cima. Sem exageros, Death Magnetic parece ter sido congelado no tempo.

A data de lançamento poderia ser 1992, depois do estouro do álbum preto, que ninguém ia reclamar. Longe de ser datado, o novo trabalho traz o que o Metallica sabe fazer melhor: um thrash metal com riffs estridentes e empolgantes, pedais duplos e baterias marciais aliadas a um apuro técnico dos músicos que há muito não se via nos trabalhos em estúdio. É verdade que ao vivo eles são inquestionáveis, as exibições no Rock in Rio Lisboa comprovam, mas desde Load/Reload os fãs mais xiitas desconfiavam do grupo dentro da sala de gravação.

Por causa disso, a histeria que se formou em torno do lançamento foi tão grande que era comum ver o assunto sendo tratado como o mais importante do ano em fóruns de discussão, revistas especializadas, comunidades do orkut e também aqui no Subsom. Nos últimos anos, nada do gênero com a devida importância veio à tona. Megadeth, Iron Maiden, Sepultura, Pantera, Slayer e o próprio Metallica resumiam-se ao passado. Tamanha espera, no entanto, valeu a pena.

Com dez faixas, Death Magnetic é conciso, sem excessos ou brilhantismo desnecessário. Iniciado com o som de batidas de um coração, o disco começa com “That Was Just Your Life”, marcada por riffs viciantes e uma bateria, como de costume, digna de nota de Lars Ulrich. Das demais músicas, vale a menção para “”Cyanide”, “The Judas Kiss” e “The Day That Never Comes”. Para não encher o parágrafo com dez títulos em inglês (entre eles “The Unforgiven III”, uma bela homenagem da banda aos fãs), resolvi colocar apenas quatro, mas, permitindo-me o clichê cretino, a ordem dos fatores não altera o produto. Tanto faz as faixas que pudesse escrever aqui, todas são dignas de nota.

O resultado mostra que o Metallica, quase trinta anos depois de seu início, está no auge da maturidade, mas com o melhor espírito da banda dos anos 80. Death Magnetic é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores albuns do ano, se não o melhor, já me adiantando mais de três meses no tempo.

Aos fãs que, como eu, se frustraram com o cancelamento do show no Rio de Janeiro, só resta esperar (e torcer) para uma vinda da banda às terras tupiniquins e, por que não, inaugurar a casa das cinco estrelinhas nas resenhas aqui do Subsom.

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Ouça trechos do nono cd do Metallica, “Death Magnetic”

Posted in álbum, música by Felipe Leal on 6 julho, 2008

Capa promocional do Death MagneticCalma, é só lá embaixo no post. O fato é que nada ainda foi confirmado pelos membros do Metallica ou pelo selo da banda que lançará um box exclusivo, edição especial, do nono álbum do grupo, Death Magnetic. O disco deve ter lançamento mundial anunciado somente para 15 ou 16 de setembro, segundo um site finlandês. Mas, como tudo no mundo na música acaba vazando antes, o site norueguês Platekompaniet informou que, além do CD, quem se dispuser a comprar o box vai ganhar um outro CD com 10 faixas demo, um DVD “Making of” do Death Magnetic e uma camiseta exclusiva da banda.

E, dando a entender que o negócio é bom mesmo, ainda viriam uma bandeira do álbum, pôsteres com fotos dos membros da banda, apetrechos para guitarra (não vá achando que são pedais!) e um cartão USB com o logo do novo trabalho. Segundo o site, a brincadeira deve ficar em US$ 1.500, ou mais ou menos R$ 2.400. Esse preço deveria incluir um show exclusivo somente da fase até o Black Álbum. Não?!

Só pra deixar um gostinho, o Death Magnetic foi produzido pela própria banda e por Rick Rubin (Slayer, Weezer, U2, Red Hot Chili Peppers, etc.), marcando a estréia do baixista Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies e Infectious Grooves) – que entrou no Metallica em 2003, logo depois do condenado St. Anger. Ao todo foram gravadas 11 músicas, mas só dez serão colocadas no disco, por causa do tamanho das faixas. Jornalistas britânicos que ouviram seis delas comentaram que a maioria passa de sete minutos.

Os próximos shows do grupo ocorrem em julho, na temporada de festivais do verão europeu. A volta para casa (diga-se Estados Unidos) está marcada para o dia 9 de agosto, quando tocam no Ozzfest, evento capitaneado pelo próprio ex-vocalista do Black Sabbath, com uma posterior turnê norte-americana marcada para outubro. Quem sabe eles não adiantam algo?

Cá entre nós, a julgar pela pífia prévia desse vídeo, o negócio parece bom.